O Rei no Lugar do Réu
Isaías 53:5
“Ele, porém, foi traspassado por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados.”
“Deus é bom demais! Mais um dia começando... Meu nome é Hugo Jordão e o tema do devocional de hoje é “O Rei no Lugar do Réu””
Um Rei justo e amoroso
Imagine um reino governado por um rei conhecido por duas características.
Ele era perfeitamente justo.
Mas também era profundamente amoroso.
Por causa da sua justiça, as leis daquele reino eram levadas a sério. Para determinados crimes graves, havia uma sentença estabelecida: o culpado deveria morrer depois de receber uma severa punição.
Até que algo inesperado aconteceu.
O próprio filho do rei cometeu um dos crimes previstos naquela lei.
Ele foi preso.
A notícia rapidamente se espalhou pelo reino.
E uma pergunta começou a surgir:
O que o rei faria agora?
O dilema entre justiça e amor
A população se dividiu.
Alguns diziam:
“Ele ama o filho. Certamente vai perdoá-lo.”
Outros respondiam:
“Mas ele é justo. Se abrir uma exceção para o próprio filho, deixará de cumprir a lei que estabeleceu.”
Parecia existir um conflito.
Se o rei simplesmente libertasse o filho, demonstraria amor, mas sua justiça seria questionada.
Se aplicasse a sentença, demonstraria justiça, mas seu filho morreria.
Chegou então o dia do julgamento.
Diante de todo o povo, o rei declarou:
“Culpado.”
A sentença deveria ser cumprida.
O Rei deixou o trono
O filho foi colocado diante de todos.
O soldado levantou o chicote para começar a punição.
Mas, antes do primeiro golpe, o rei ordenou:
“Pare!”
Então aconteceu algo que ninguém esperava.
O rei se levantou.
Desceu do seu trono.
Retirou sua coroa.
Tirou sua capa real e colocou sobre o filho.
Depois, posicionou-se entre o condenado e aquele que executaria a sentença.
Abraçou seu filho e ordenou:
“Continue.”
Os golpes que deveriam atingir o filho começaram a atingir o rei.
Um após o outro.
Até que toda a sentença fosse cumprida.
E o rei morreu no lugar daquele que havia sido condenado.
A justiça e o amor se encontraram
Aquela atitude revelou as duas características do rei.
Ele continuava sendo justo.
A culpa não havia sido ignorada.
A sentença não havia sido cancelada como se o crime nunca tivesse acontecido.
Mas aquele rei também demonstrou a profundidade do seu amor.
Ele mesmo recebeu a condenação daquele que amava.
É exatamente aqui que essa história nos ajuda a compreender o Evangelho.
Nós somos os culpados.
Por causa do pecado, estávamos debaixo de condenação.
Mas Jesus, o Rei, deixou Sua glória e veio até nós.
Ele não veio porque éramos inocentes.
Veio justamente porque éramos culpados e incapazes de salvar a nós mesmos.
Jesus ocupou o nosso lugar
Isaías havia profetizado:
“O castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele.”
Perceba:
O castigo era nosso.
Mas estava sobre Ele.
As transgressões eram nossas.
Mas Ele foi traspassado.
As iniquidades eram nossas.
Mas Ele foi esmagado.
Na cruz, Jesus voluntariamente recebeu aquilo que pertencia a nós.
O Rei ocupou o lugar do réu.
Deus não precisou escolher entre ser justo e ser amoroso.
Na cruz, Sua justiça e Seu amor foram demonstrados de maneira extraordinária.
O culpado recebeu aquilo que não merecia
Existe ainda outro detalhe importante nessa história.
O filho não saiu livre porque conseguiu provar sua inocência.
Ele era culpado.
Também não conseguiu pagar sua própria dívida.
Outro recebeu sua condenação.
Assim acontece conosco.
Não somos justificados diante de Deus porque conseguimos nos tornar bons o suficiente.
Nossa esperança está em Cristo.
Jesus morreu pelos pecadores.
E aqueles que creem nEle são reconciliados com Deus pela graça.
Isso é favor imerecido.
Cristo recebeu aquilo que nós merecíamos para que recebêssemos aquilo que jamais poderíamos conquistar sozinhos.
Vamos orar?
“Pai, eu reconheço que sou pecador e que não poderia salvar a mim mesmo. A condenação era minha, mas Jesus voluntariamente ocupou o meu lugar. Obrigado porque o Senhor não ignorou o pecado, mas providenciou em Cristo o sacrifício perfeito. Jesus, obrigado por deixar Tua glória, aproximar-Te de mim e receber a condenação que me pertencia. Que eu jamais trate a cruz como algo comum. Ajuda-me a viver todos os dias em gratidão por tão grande salvação. Em Nome de Jesus. Amém.”
Desafio do dia
Pare por alguns minutos depois desta leitura.
Sem tentar justificar seus erros, reconheça diante de Deus:
“Eu pequei e não poderia salvar a mim mesmo.”
Depois, pense em Jesus ocupando voluntariamente o lugar que deveria ser seu.
E agradeça:
“Jesus, obrigado porque o castigo que deveria cair sobre mim caiu sobre Ti. Obrigado por ocupar o meu lugar.”
Lembre-se:
Na cruz, o Rei tomou o lugar do réu. A justiça foi satisfeita e o amor de Deus foi revelado.
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E não se esqueça: DEUS É BOM!