O Salário Tem que Ser Pago
Romanos 6:23
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
“Deus é bom demais! Mais um dia começando... Meu nome é Hugo Jordão e o tema do devocional de hoje é “O Salário Tem que Ser Pago””
O problema do pecado
Romanos 6:23 apresenta uma das verdades mais sérias das Escrituras:
“O salário do pecado é a morte.”
Para compreendermos por que a consequência do pecado é tão grave, primeiro precisamos lembrar quem Deus é.
Deus é santo.
Perfeitamente puro.
Completamente justo.
Nele não existe pecado, maldade ou corrupção.
Por isso, o pecado não pode ser tratado como algo insignificante diante de Deus.
O problema do pecado não está apenas naquilo que fazemos.
Está também em contra quem pecamos.
Todo pecado é uma afronta contra um Deus perfeitamente santo.
Uma sentença estabelecida desde o princípio
Essa consequência não apareceu apenas no Novo Testamento.
No jardim do Éden, Deus já havia advertido Adão:
“No dia em que dela comeres, com toda a certeza morrerás.”
A ordem era clara.
Mas o homem desobedeceu.
Ao fazer isso, não quebrou simplesmente uma regra.
Quebrou um princípio de autoridade.
A criatura se rebelou contra o Criador.
E o pecado trouxe exatamente aquilo que Deus havia anunciado:
A morte.
A separação.
A humanidade passou a experimentar as consequências da queda.
Todos nós precisamos de um Salvador
Seria confortável observar a história de Adão e colocar toda a responsabilidade sobre ele.
Mas o problema não termina no Éden.
Romanos 3:23 declara:
“Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.”
Nós também pecamos.
Mentimos.
Somos orgulhosos.
Alimentamos pensamentos errados.
Desobedecemos.
Colocamos nossa vontade acima da vontade de Deus.
O pecado não é apenas um problema da humanidade.
É um problema pessoal.
E diante de um Deus santo e justo, não existe argumento capaz de transformar nossa culpa em inocência.
Nós precisamos de um Salvador.
A justiça precisa ser satisfeita
Imagine uma dívida que você simplesmente não possui condições de pagar.
Ignorar a conta não elimina a dívida.
Fingir que ela não existe também não resolve o problema.
Da mesma maneira, existe uma consequência para o pecado.
Romanos chama essa consequência de salário.
Salário é aquilo que recebemos como consequência de algo.
E o salário do pecado é a morte.
Então surge a pergunta:
E agora, quem poderá nos defender?
Se somos pecadores e Deus é perfeitamente justo, como podemos ser reconciliados com Ele?
É aqui que o Evangelho começa a revelar sua beleza.
O salário é a morte, mas existe um presente
Romanos 6:23 não termina na morte.
O versículo continua:
“Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus.”
Existe um contraste extraordinário nessa passagem.
De um lado está o salário.
Do outro está o presente.
O salário é aquilo que merecemos.
O presente é aquilo que recebemos pela graça.
Nós merecíamos a morte por causa do pecado.
Mas Deus nos oferece aquilo que jamais poderíamos conquistar por nossos próprios méritos:
Vida eterna em Jesus Cristo.
Jesus é a nossa única esperança
A resposta para o problema do pecado não está em tentarmos nos tornar pessoas suficientemente boas.
Não conseguimos apagar nossa culpa acumulando boas obras.
Precisamos de alguém capaz de fazer aquilo que jamais conseguiríamos fazer por nós mesmos.
Precisamos de Jesus.
Na cruz, Cristo assumiu o lugar de pecadores.
A justiça de Deus não foi ignorada.
O pecado não foi simplesmente tratado como se nunca tivesse existido.
Jesus entregou Sua vida.
E por meio de Sua morte e ressurreição, aqueles que creem nEle recebem perdão, reconciliação e vida eterna.
O Evangelho não diz que nossa dívida não importava. Ele anuncia que Cristo pagou aquilo que nós não poderíamos pagar.
Pare de tentar se justificar
Existe algo difícil para o coração humano:
Admitir a própria culpa.
Preferimos explicar.
Comparar.
Diminuir nossos erros.
“Todo mundo faz.”
“Eu não sou tão ruim assim.”
“Existem pessoas piores.”
Mas nenhuma dessas justificativas resolve nosso problema diante de Deus.
O caminho começa com humildade.
Reconhecer:
“Eu pequei.”
E depois:
“Eu preciso de um Salvador.”
Quando entendemos a gravidade do pecado, começamos a compreender a grandeza da graça.
Vamos orar?
“Pai, eu reconheço que pequei contra Ti. Não quero justificar meus erros nem diminuir a gravidade da minha desobediência. Sei que não consigo pagar minha própria dívida e que minhas boas obras não podem me salvar. Eu preciso de Jesus. Obrigado porque, mesmo sendo pecador, o Senhor ofereceu gratuitamente a vida eterna através do Teu Filho. Perdoa os meus pecados, transforma meu coração e ensina-me a viver debaixo da Tua vontade. Que eu nunca trate a graça como algo comum, mas me lembre do preço que Cristo pagou para me reconciliar contigo. Em Nome de Jesus. Amém.”
Desafio do dia
Hoje, não tente apresentar justificativas diante de Deus.
Não compare seus pecados com os de outras pessoas.
Não procure desculpas.
Apenas se coloque diante do Senhor com sinceridade e diga:
“Eu pequei e preciso de um Salvador. Deus, eu preciso de Jesus.”
Confesse seus pecados e agradeça pela graça que você jamais conseguiria conquistar sozinho.
Lembre-se:
O salário do pecado é a morte, mas o presente de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus.
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E não se esqueça: DEUS É BOM!