Jesus é
Apocalipse 22:13
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.”
“Deus é bom demais! Mais um dia começando... Meu nome é Hugo Jordão e o tema do devocional de hoje é “Jesus é””
O Alfa e o Ômega
Nos últimos dias, temos nos aprofundado em quem Jesus verdadeiramente é. Já vimos que Ele não começou a existir em Belém, que as Escrituras apontam para Ele e que Jesus é o Cristo, o Messias prometido e o Filho do Deus vivo. Hoje, Apocalipse nos apresenta mais uma declaração extraordinária sobre Sua identidade.
Jesus diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.” Alfa é a primeira letra do alfabeto grego e Ômega é a última. Mas quando Jesus utiliza essa expressão, não está simplesmente dizendo que estava presente no começo e estará presente no final. Existe algo muito maior nessa declaração.
Jesus não apenas está. Jesus é.
Existe uma diferença entre dizer “eu estou” e dizer “eu sou”. Nós estamos em determinado lugar, estamos vivendo determinado momento e estamos inseridos em uma história que possui começo, meio e fim. Nossa existência acontece dentro do tempo.
Quando Jesus declara ser o Princípio e o Fim, Ele não está estabelecendo limites para Sua existência, como se tivesse começado no princípio e terminasse no fim. Pelo contrário, está revelando Sua natureza eterna. Jesus não começou quando o mundo começou. Quando o princípio chegou, Ele já era.
Nós percorremos a linha do tempo. Nascemos, crescemos e vivemos nossos dias dentro dela. Jesus, porém, não é uma criatura limitada pelo tempo como nós. Antes que o mundo existisse, Ele já existia.
Nós estamos na linha do tempo. Jesus é.
Antes de Abraão, Eu Sou
Essa verdade aparece de maneira muito clara em João 8:58, quando Jesus declara: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou.” Perceba que Ele não disse simplesmente: “Antes de Abraão existir, Eu já existia”. Jesus utiliza uma expressão muito mais profunda: “Eu Sou.”
Essa declaração remete à maneira como Deus Se revelou a Moisés. Quando Moisés perguntou o que deveria responder caso os israelitas perguntassem pelo nome daquele que o havia enviado, Deus declarou: “Eu Sou o que Sou.”
Por isso, aqueles que ouviram Jesus compreenderam a grandeza daquilo que Ele estava dizendo. Não se tratava simplesmente de afirmar que era mais velho do que Abraão. Jesus estava fazendo uma declaração sobre Sua própria identidade e natureza divina. A reação foi imediata: pegaram pedras para apedrejá-Lo.
Plenamente Deus e plenamente homem
Ao falarmos sobre Jesus, precisamos manter juntas duas verdades fundamentais das Escrituras: Sua divindade e Sua humanidade. Jesus é Deus e, quando veio a esta terra, assumiu verdadeiramente a natureza humana. Ele não deixou de ser Deus para tornar-Se homem. O Filho de Deus Se fez carne e habitou entre nós.
Como homem, Jesus sentiu fome, sede e cansaço. Experimentou sofrimento e foi verdadeiramente tentado. Mas existe uma diferença fundamental entre Cristo e todos nós: Jesus nunca pecou. Ele permaneceu santo e imaculado, vivendo em perfeita obediência ao Pai.
Essa verdade é essencial para compreendermos a cruz. Jesus não morreu para pagar pelos próprios pecados, porque não tinha pecado algum. O Justo entregou-Se em favor dos injustos. Aquele que não possuía culpa tomou sobre Si aquilo que nós merecíamos.
O Filho de Deus se fez carne
Jesus é chamado nas Escrituras de Filho de Deus, uma declaração sobre Sua identidade divina. Mas Ele também utilizou diversas vezes a expressão “Filho do Homem”, revelando Sua humanidade genuína e cumprindo aquilo que as Escrituras haviam anunciado a respeito do Messias.
O eterno entrou na história. O Criador assumiu a natureza humana. Aquele por meio de quem todas as coisas foram criadas viveu entre Sua própria criação. E fez isso para cumprir o plano de redenção estabelecido pelo Pai.
Jesus, plenamente Deus e plenamente homem, caminhou em direção à cruz e entregou-Se voluntariamente pelos pecadores. Ele morreu, mas a morte não poderia detê-Lo. Ressuscitou e está vivo.
Ele continuará sendo
Tudo aquilo que conhecemos neste mundo teve um começo. Muitas coisas que parecem permanentes também terão um fim. Impérios surgiram e desapareceram. Gerações nasceram e morreram. A própria criação está submetida ao tempo.
Jesus não.
Antes que qualquer coisa existisse, Ele já era. Quando Abraão nasceu, Jesus já era. Quando Belém aconteceu, o Filho eterno entrou na história humana. Quando a cruz aconteceu, Sua existência não terminou. E quando todas as coisas encontrarem seu cumprimento, Ele continuará sendo quem sempre foi.
Jesus é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Ele não teve início e jamais terá fim.
O que isso muda na nossa vida?
Talvez essa verdade pareça apenas uma grande afirmação teológica, mas ela muda completamente a maneira como enfrentamos nossa vida.
Nós enxergamos apenas uma pequena parte da história. Olhamos para aquilo que está acontecendo hoje e tentamos imaginar como tudo terminará. Queremos controlar pessoas, situações e resultados porque não sabemos o que acontecerá amanhã.
Mas aquele em quem depositamos nossa confiança não está limitado pela nossa perspectiva.
Jesus estava antes do começo e continuará sendo depois do fim. Ele conhece aquilo que nós não conhecemos e permanece soberano mesmo quando não conseguimos compreender o que está acontecendo.
Por isso, podemos entregar a Ele aquilo que não conseguimos controlar.
Nossa segurança não está em conhecer o final de todas as histórias. Está em conhecer Aquele que é o Princípio e o Fim.
Vamos orar?
“Pai, obrigado porque através da Tua Palavra posso conhecer cada vez mais quem Jesus é. Hoje reconheço que Ele é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Jesus, Tu existias antes que todas as coisas fossem criadas e continuarás sendo eternamente. Ajuda-me a confiar em Ti mesmo quando não consigo compreender o que está acontecendo ou controlar aquilo que virá. Eu entrego minhas preocupações, meus planos e meu futuro em Tuas mãos. Que o conhecimento de quem Tu és produza em mim confiança, obediência e descanso. Em Nome de Jesus. Amém.”
Desafio do dia
Hoje, pense em uma situação cujo desfecho você está tentando controlar. Pode ser algo relacionado à sua família, ao trabalho, às finanças, a uma decisão importante ou simplesmente a uma preocupação com aquilo que ainda não aconteceu.
Coloque essa situação diante de Jesus em oração e reconheça que sua visão alcança apenas uma pequena parte da história. Entregue aquilo que você não consegue controlar nas mãos daquele que é eterno.
Declare durante sua oração: “Jesus, eu não conheço o final dessa história, mas confio em Ti, porque Tu és o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim.”
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E não se esqueça: DEUS É BOM!