Comprar um veículo em leilão é uma estratégia comum para quem deseja adquirir um bem por um valor abaixo do mercado. No entanto, na hora de contratar um seguro ou uma Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM), surge a dúvida: "o fato de ser um carro de leilão muda alguma coisa?". De acordo com o especialista Hugo Jordão, existem regras específicas que todo proprietário de carro de leilão precisa conhecer para não ter surpresas em caso de perda total.
Neste artigo, vamos detalhar como as seguradoras e associações lidam com esses veículos e por que o valor do ressarcimento não é o mesmo de um carro comum.
O Conceito de "Redutor" no Ressarcimento
A principal diferença entre um carro de leilão e um carro que não passou por leilão está no valor do ressarcimento integral (perda total, roubo ou furto). Como o proprietário pagou mais barato no leilão, a maioria das seguradoras e associações aplica um redutor no valor da indenização.
A lógica por trás disso é evitar fraudes: se alguém compra um carro por R70.000quevaleR 100.000 na tabela FIPE, não seria justo receber o valor total da tabela, pois isso incentivaria práticas ilícitas. Por isso, o mercado pratica diferentes taxas de ressarcimento, que podem variar entre 65%, 80% ou 90% do valor da tabela, dependendo da empresa ou associação escolhida.
A Mensalidade é mais barata para Carros de Leilão?
Uma dúvida frequente é se o valor pago mensalmente diminui devido ao redutor de ressarcimento. A resposta de Hugo Jordão é não. O valor da mensalidade (na proteção) ou do prêmio (no seguro) costuma ser o mesmo de um veículo que não é de leilão.
O motivo é simples: o custo de reparo é idêntico. Se um carro de leilão precisar de uma porta nova após uma batida, o valor da peça e da mão de obra será exatamente o mesmo de um carro comum. Portanto, como o custo para consertar o veículo não muda, a mensalidade permanece estável.
E a Franquia/Participação?
Em relação à franquia (no seguro) ou participação (na proteção), a regra geral é que o valor também não sofra alteração por se tratar de um veículo de leilão. Embora alguns players do mercado possam tentar fazer essa diferenciação, via de regra, o valor pago pelo associado ou segurado para consertar o próprio carro em caso de colisão permanece o padrão.
Conclusão
Se você possui um carro de leilão, o mais importante é pesquisar o mercado para encontrar a opção que ofereça o maior percentual de ressarcimento possível. Esteja ciente de que o redutor é perfeitamente normal e esperado nesse setor, e que a sua segurança e o suporte para reparos serão mantidos nos mesmos padrões de qualquer outro veículo.
Escrito por Hugo Jordão