Para os apaixonados por carros rebaixados, encontrar uma proteção que aceite o veículo e, principalmente, que garanta o pagamento em caso de sinistro, pode ser um desafio. Segundo o especialista Hugo Jordão, existem caminhos distintos para proteger seu patrimônio, mas é preciso estar atento às "entrelinhas" do contrato para não ter surpresas desagradáveis.
Neste artigo, vamos explorar como o mercado lida com veículos modificados e o que define se você será indenizado ou não.
Seguradora vs. Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM): Qual escolher?
Existem duas possibilidades principais para quem tem um carro rebaixado:
• Seguradora Tradicional: Geralmente é mais cara, pois faz uma análise completa do conjunto (carro + perfil do motorista + idade + uso do veículo).
• Associação de Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM): Tende a ser mais barata, pois a análise foca única e exclusivamente no veículo. Por aceitar mais modelos e anos de fabricação, muitas vezes acaba sendo a melhor opção para o proprietário de um carro modificado.
Aceitar o Veículo é Diferente de Cobrir o Sinistro
Um ponto crucial destacado nas fontes é que o fato de uma entidade aceitar seu carro e você pagar o boleto não garante, automaticamente, que toda batida será coberta. Aceitação e cobertura são coisas distintas.
A grande pergunta que define o pagamento do evento é: "O acidente aconteceu por causa do carro ser rebaixado?". Se o rebaixamento for o fato gerador ou a causa direta do acidente, a situação muda conforme a documentação do veículo.
A Importância da Legalização
A regra de ouro para quem quer andar baixo com segurança é a legalização no documento:
1. Carro Legalizado: Se a modificação consta no documento, a entidade deve cobrir o sinistro, mesmo que o rebaixamento tenha influenciado o acidente.
2. Carro Não Legalizado: Se o veículo não estiver devidamente documentado e for detectado que o rebaixamento causou o acidente, o sinistro será negado e você perderá a cobertura.
Conclusão: Segurança em Primeiro Lugar
As fontes recomendam que você não economize em suspensão ou mão de obra, pois modificações alteram a dinâmica e os cálculos de engenharia do veículo. O ideal é andar sempre dentro da legislação. Se não puder legalizar agora por questões de custo, a orientação é dirigir de maneira suave e leve para evitar acidentes causados pela modificação e não ter o seu amparo recusado.
Escrito por Hugo Jordão