Contratar um amparo para o seu veículo parece uma tarefa simples, mas a pressa ou a falta de informação podem transformar essa segurança em um grande problema no futuro. O especialista Hugo Jordão aponta que existem falhas recorrentes cometidas por quase todos os motoristas. Entender esses pontos é a diferença entre receber o seu ressarcimento ou ter o seu benefício negado na hora que você mais precisar.
Neste artigo, detalhamos os cinco erros que você deve evitar para proteger o seu carro de forma inteligente e segura.
1. Olhar apenas para o Preço
O primeiro e mais comum erro é focar exclusivamente no valor da mensalidade ou do prêmio. De acordo com as fontes, o preço é apenas um dos fatores a serem analisados. Ao contratar algo por um valor "irrisório", você corre o risco de estar contratando "gato por lebre", sem a garantia de que a empresa realmente entregará o que prometeu no momento de um sinistro.
2. Não comparar Seguro com Proteção de forma consciente
Muitos motoristas se deixam levar por boatos de que a Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) "não presta", sem realizar uma comparação intencional e instruída. O erro aqui é não analisar qual das duas modalidades atende melhor às suas necessidades específicas em cada momento, já que ambas possuem características que podem ser vantajosas dependendo do perfil do condutor.
3. Acreditar cegamente no que dizem
Seja um corretor de seguros ou um consultor de proteção, você não deve tomar as palavras deles como verdade absoluta sem antes pesquisar. O ideal é ouvir a versão apresentada, mas refletir e buscar informações externas antes de tomar uma decisão assertiva, evitando ser influenciado por apenas um lado da história.
4. Fornecer informações falsas
Este erro é extremamente grave e negligenciado por falta de conhecimento. Mentir sobre o endereço, estado civil, se possui garagem ou quem é o condutor principal impacta diretamente na precificação das seguradoras e pode levar à negativa do sinistro por má-fé. Nas associações, mesmo que não haja análise de perfil, informações falsas também podem configurar má-fé e resultar na perda do direito ao ressarcimento conforme previsto nos regulamentos.
5. Achar que o plano "cobre tudo"
O erro final, e talvez o mais perigoso, é o mito do "seguro total". Nenhuma seguradora ou associação cobre absolutamente tudo. É vital ler a lista de amparos e os fatos geradores no contrato. Passar batido pelos itens de exclusão pode significar que, em um momento de necessidade, você descobrirá que aquele evento específico não tinha cobertura.
Escrito por Hugo Jordão