Diferente do seguro tradicional, onde o valor da apólice é definido pelo perfil de quem dirige, a Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) oferece uma lógica muito mais flexível. Hugo Jordão e Maria Fernanda explicam pontos cruciais sobre quem pode estar ao volante e o que acontece quando ocorre uma colisão envolvendo outras pessoas.
Qualquer Pessoa com CNH pode Dirigir?
Sim. Enquanto as seguradoras exigem a indicação de um condutor principal ou perfil específico, na Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) o amparo é para o veículo. Não importa se quem está dirigindo é seu marido, filha ou cunhado, desde que a pessoa possua uma CNH válida e esteja em conformidade com a legislação.
Colisões e Danos a Terceiros
Um ponto de atenção é o limite de cobertura para terceiros. Muitos planos básicos oferecem R$ 30.000,00, valor considerado baixo nos dias atuais, especialmente se houver uma perda total em um carro popular.
• Recomendação: É aconselhável ter um limite de pelo menos R$ 50.000,00 para garantir maior tranquilidade.
• Excesso de Danos: Se o reparo do terceiro custar mais do que o limite do seu plano, a diferença deverá ser paga do seu próprio bolso.
• Ação de Regresso: Se um terceiro bater no seu carro e se recusar a pagar, você pode pagar a sua participação para a associação consertar o veículo. Posteriormente, a associação cobrará judicialmente o prejuízo causado pelo terceiro.
O Diferencial: Atendimento vs. Preço
Hugo ressalta que 99% das associações oferecem coberturas similares, mas a verdadeira diferença está no atendimento. O suporte em momentos de sinistro é o que define se a experiência será positiva ou negativa.
• Cuidado com o "Barato que sai caro": Escolher uma associação apenas pelo preço pode resultar em atendimentos robotizados ou falta de auxílio na negociação com terceiros.
• Suporte 24h: É essencial ter acesso a um atendimento pessoal e de confiança, não apenas um número 0800, especialmente em horários fora do comercial, quando a maioria dos acidentes ocorre.
Entendendo a Participação (Franquia)
A participação é o valor que o associado paga para o reparo de danos parciais no próprio veículo.
• Dano Integral (PT): Em casos de ressarcimento integral (perda total), a prática de mercado em associações sérias é não cobrar participação. Hugo alerta que associações que cobram franquia em casos de perda total devem ser evitadas, pois essa prática não é o padrão de qualidade do setor.
Escrito por Hugo Jordão