O rastreador veicular é uma ferramenta estratégica que vai além da simples localização, impactando diretamente no custo da Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) e na segurança jurídica do proprietário. Para entender se o investimento vale a pena, é necessário analisar sua arquitetura técnica e os benefícios práticos oferecidos.
1. O que é e como funciona o hardware?
Tecnicamente, o rastreador é um hardware instalado em local oculto no veículo. Ele opera através de dois módulos principais:
• GPS (Global Positioning System): Responsável por captar as coordenadas de latitude e longitude do veículo.
• GPRS (General Packet Radio Service): Responsável por comunicar esses dados com uma plataforma de monitoramento.
• Alimentação e Ignição: O equipamento pode possuir bateria própria (com duração de até 5 anos) ou ser ligado à bateria do carro. A identificação de que o veículo está ligado ocorre pelo fio pós-chave, que envia um sinal de energia ao rastreador no momento da ignição.
2. Impacto na Recuperação e Custos do Seguro
A presença de um rastreador é um fator determinante para a redução do preço da Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) ou seguro.
• Alta Taxa de Recuperação: Veículos rastreados possuem chances infinitamente maiores de serem recuperados após furto ou roubo.
• Redução de Prêmios: Como o risco de perda total para a seguradora diminui, ela pode oferecer descontos no valor das mensalidades.
• Protocolo de Emergência: Em caso de sinistro, o proprietário deve acionar o 0800 da equipe de monitoramento e o 190. A equipe de monitoramento inicia o deslocamento imediato para localizar e, em alguns casos, bloquear o veículo.
3. Benefícios Administrativos e Gestão de Frota
O rastreador gera relatórios detalhados que servem como provas técnicas para diversas situações do cotidiano:
• Recurso de Multas: É possível apresentar ao DETRAN o relatório de monitoramento para provar que o veículo estava na garagem no momento de uma infração indevida (como em casos de carros clonados).
• Gestão Financeira e Pessoal: O histórico de trajeto ajuda a identificar locais de gastos no cartão de crédito ou trajetos realizados.
• Controle de Frotas: Fornece dados precisos sobre velocidade, consumo de combustível e trajetos percorridos.
4. Privacidade e Segurança de Dados
Embora existam preocupações sobre monitoramento pessoal, grandes seguradoras e associações possuem políticas rígidas de controle de dados. O foco do monitoramento é a proteção do patrimônio e a segurança da família, permitindo que terceiros de confiança acompanhem a localização em situações de risco.
Escrito por Hugo Jordão