Muitos proprietários de veículos investem pesado em personalização, seja instalando um sistema de som de última geração, rodas de liga leve valiosas ou até mesmo investindo em segurança com a blindagem. No entanto, surge uma dúvida crucial: será que o seguro ou a Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) cobrem esses acessórios em caso de sinistro? O especialista Hugo Jordão esclarece que a resposta depende diretamente do tipo de contrato e da entidade escolhida.
Neste artigo, vamos detalhar como o mercado lida com os extras do seu carro e o que você precisa fazer para não arcar com o prejuízo sozinho.
A Flexibilidade das Seguradoras Tradicionais
Nas seguradoras, o tratamento dos acessórios é geralmente mais flexível, mas exige burocracia. Se você possui, por exemplo, um veículo com blindagem, a seguradora poderá oferecer cobertura, desde que este item esteja aceito e discriminado dentro da sua apólice.
A regra de ouro nas seguradoras é a especificação: você deve elencar expressamente no contrato quais itens deseja proteger, como sons valiosos ou modificações estéticas. Se a seguradora aceitar assumir o risco desses acessórios, você terá o amparo garantido.
A Rigidez das Associações de Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM)
Diferente das seguradoras, as associações de Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) costumam ser muito mais restritas quando o assunto é acessório. Na verdade, a maioria das associações possui um regulamento interno com um rol de situações e itens que não possuem amparo, e os acessórios geralmente estão incluídos nessa lista de exclusão.
É muito difícil encontrar associações que aceitem proteger rodas valiosas ou sistemas de som customizados. Elas focam, em sua maioria, na proteção do casco (o veículo em si) conforme o valor de mercado da Tabela FIPE.
O Impacto no Valor da Mensalidade
Um ponto fundamental destacado por Hugo Jordão é que a proteção extra tem um custo. Independentemente de ser uma seguradora ou uma associação, se a entidade aceitar cobrir o risco de um acessório, ela certamente irá majorar o valor do seu seguro ou aumentar a sua mensalidade de associado. Não existe cobertura adicional sem o ajuste correspondente no valor pago mensalmente ou anualmente.
Conclusão: O que fazer?
Via de regra, não há cobertura automática para acessórios. Se você tem um carro cheio de itens valiosos, o caminho é procurar saber especificamente se é possível incluí-los de forma expressa no seu contrato ou apólice. Sem que o acessório conste no papel, em caso de roubo ou colisão, você receberá apenas o valor referente ao veículo original de fábrica.
Escrito por Hugo Jordão