Antes de fechar o contrato de seguro ou a adesão a uma Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) para o seu carro, é fundamental agir com cautela para evitar grandes prejuízos futuros. Muitas pessoas acreditam que qualquer apólice ou contrato oferece "cobertura total", mas a realidade é que existem regras específicas que podem variar drasticamente entre as empresas.
Para garantir que você tome a melhor decisão, o especialista Hugo Jordão recomenda que você faça cinco perguntas explícitas ao seu corretor ou consultor.
1. O que exatamente será amparado?
Não caia na ilusão de que o seguro cobre tudo. Você deve perguntar exatamente o que está e o que não está coberto. Muitas vezes, uma opção parece mais barata simplesmente porque oferece menos amparos (por exemplo, apenas dois benefícios em vez de cinco), o que pode te deixar na mão em uma emergência.
2. Qual é o valor da franquia ou participação?
Nas seguradoras, você deve saber se a franquia é reduzida ou cheia e qual o percentual em relação à Tabela FIPE. Já nas associações de Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM), o termo correto é participação. Uma pergunta vital aqui é se existe cobrança de participação para danos a terceiros, uma prática comum em algumas associações, mas que não existe em seguradoras.
3. Como funciona a indenização em caso de Perda Total?
Em casos de roubo, furto ou acidentes graves onde não vale a pena consertar, você precisa saber quando e como será pago. Hugo Jordão alerta que, enquanto seguradoras costumam pagar em 30 dias, a maioria das associações leva cerca de 90 dias para realizar o ressarcimento. Uma dica para mitigar essa demora é verificar se o seu plano inclui o benefício de veículo reserva.
4. Posso escolher a minha oficina de confiança?
Se você tem um mecânico de intimidade e confiança, pergunte se pode levar o carro até ele ou se é obrigado a usar a rede credenciada ou referenciada da entidade. Verifique se a seguradora ou associação aceita a sua escolha de oficina antes de assinar o contrato.
5. Qual será o valor real do ressarcimento?
Muitos acreditam que sempre receberão 100% da Tabela FIPE, mas isso pode variar. Se o seu veículo for de leilão, por exemplo, pode haver um redutor de 10%, 20% ou até 25% no valor pago. É essencial questionar se há alguma "regra oculta" ou pegadinha sobre o valor que você receberá em diferentes tipos de sinistros.
Conclusão
Ter previsibilidade é o segredo para uma proteção eficiente. Ao fazer essas perguntas, você elimina as incertezas e garante que o amparo contratado atenda às suas reais necessidades e expectativas.
Escrito por Hugo Jordão