O Cordeiro que venceu como Leão
João 1:29
“No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: ‘Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’”
“Deus é bom demais! Mais um dia começando... Meu nome é Hugo Jordão e o tema do devocional de hoje é “O Cordeiro que venceu como Leão””
O que significa “Cordeiro de Deus”?
Desde o dia 10 de setembro, temos dedicado nossos devocionais à pessoa de Jesus. Estamos olhando para as Escrituras para compreender cada vez mais quem Ele é. Hoje vamos conhecer duas imagens utilizadas pela Bíblia para falar de Cristo: o Cordeiro de Deus e o Leão da tribo de Judá.
Quando eu era pequeno, minha mãe me levava à missa aos domingos e eu sempre ouvia o padre dizer: “O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” A verdade é que durante muito tempo eu não compreendi o que aquela frase significava. Eu conhecia as palavras, conseguia até repeti-las, mas não entendia a profundidade do que estava sendo declarado.
Foi somente depois de ser alcançado por Deus, por meio de Jesus, e começar a me aprofundar nas Escrituras que essa frase começou a fazer sentido. Talvez aconteça algo semelhante com você. Talvez você já tenha ouvido muitas vezes que Jesus é o Cordeiro de Deus, mas nunca tenha parado para perguntar: por que um cordeiro? E como Ele tira o pecado do mundo?
Uma vida no lugar de outra
Para entendermos João 1:29, precisamos voltar ao Antigo Testamento. Deus estabeleceu sacrifícios que mostravam ao povo, entre outras coisas, a seriedade do pecado e a necessidade de expiação. Um animal sem defeito era apresentado e sacrificado. Havia ali uma imagem muito forte: uma vida inocente sendo entregue em lugar do pecador.
O pecado não é algo pequeno diante de Deus. Como já vimos em outros devocionais, “o salário do pecado é a morte”. O problema é que nós somos os pecadores. Nós somos os culpados. Se recebêssemos apenas aquilo que merecemos, estaríamos condenados.
Os sacrifícios do Antigo Testamento, porém, precisavam ser repetidos. O sangue de animais não poderia resolver definitivamente o problema do pecado. Aqueles sacrifícios apontavam para algo maior que Deus faria. Eram uma sombra de um sacrifício perfeito que ainda viria.
Deus providenciou o Cordeiro
É justamente por isso que as palavras de João Batista são tão extraordinárias. Quando vê Jesus se aproximando, ele não diz apenas: “Vejam um cordeiro”. Ele declara: “Vejam! É o Cordeiro DE DEUS.”
O Cordeiro não foi uma solução criada pela humanidade para tentar alcançar Deus. Foi Deus quem providenciou o sacrifício. O Filho de Deus entrou na história, assumiu nossa humanidade, viveu em perfeita santidade e jamais cometeu pecado. Jesus não possuía uma dívida própria para pagar.
Na cruz, o inocente foi entregue em favor dos culpados. Jesus recebeu sobre Si a condenação produzida pelos nossos pecados. Aquilo que os antigos sacrifícios apenas anunciavam encontrou seu cumprimento perfeito em Cristo.
Nós não providenciamos o Cordeiro. Deus providenciou o Cordeiro por nós.
O sacrifício definitivo
Existe outra parte fundamental na declaração de João: “que tira o pecado do mundo.” Jesus não veio apenas para ensinar como podemos nos tornar pessoas melhores. Nosso problema era muito mais profundo. Precisávamos de perdão e reconciliação com Deus.
Diferentemente dos sacrifícios que precisavam ser realizados repetidamente, Jesus entregou-Se de uma vez por todas. Seu sacrifício é perfeito e suficiente. Ele não precisa voltar à cruz toda vez que pecamos. A obra foi realizada.
Isso não significa que podemos tratar o pecado com indiferença. Pelo contrário. Quando compreendemos o preço pago por Cristo, somos chamados ao arrependimento. Não escondemos nosso pecado, não tentamos justificá-lo e não fingimos que ele não existe. Nós o confessamos diante de Deus e confiamos na obra de Cristo.
Todo aquele que se arrepende e crê em Jesus encontra nEle perdão. O Cordeiro já foi oferecido.
Mas Jesus também é o Leão
Se parássemos na imagem do Cordeiro, poderíamos construir novamente uma visão incompleta de Jesus. A Bíblia apresenta Cristo como aquele que Se entregou, mas também como aquele que venceu.
Em Apocalipse 5, João recebe uma visão e ouve uma declaração sobre “o Leão da tribo de Judá”. Esperamos encontrar um Leão, símbolo de força, autoridade e vitória. Mas quando João olha, vê um Cordeiro que parecia ter sido morto.
Essa imagem é extraordinária porque une duas verdades sobre Cristo. Ele é o Cordeiro que Se entregou e o Rei que venceu. Sua mansidão não significa fraqueza. Sua entrega não significa derrota. A cruz não foi o momento em que Jesus perdeu.
Foi justamente através de Sua entrega que Ele triunfou.
O Cordeiro venceu
Normalmente associamos vitória a alguém que derrota seus inimigos pela força. Jesus venceu de uma maneira que o mundo não esperava. Ele não evitou a cruz. Ele caminhou em direção a ela.
Foi preso, ferido, humilhado e crucificado. Aos olhos de quem observava, parecia que Seus inimigos haviam vencido. Mas Cristo estava cumprindo o plano de redenção. O Cordeiro entregou Sua vida, carregou nossos pecados e morreu. E então, ao terceiro dia, ressuscitou.
A morte não conseguiu mantê-Lo no túmulo. Jesus ressuscitou, venceu a morte e reina para sempre. O Cordeiro que foi morto é também o Leão que triunfou.
É por isso que não adoramos apenas um Jesus que morreu por nós. Adoramos o Cristo que morreu, ressuscitou e está vivo.
Entrega e autoridade na mesma Pessoa
Essas duas imagens nos ajudam a conhecer Jesus por inteiro. O Cordeiro revela Sua entrega, Seu sacrifício e o preço que pagou por nossa redenção. O Leão revela Sua autoridade, Sua vitória e Seu reinado.
Não são dois Jesus diferentes. É o mesmo Cristo.
Aquele que humildemente Se entregou na cruz é o Rei diante de quem toda a criação se prostrará. Aquele que foi levado como Cordeiro ao sacrifício é o Leão da tribo de Judá. Aquele que morreu em nosso lugar ressuscitou e reina.
Jesus é o Cordeiro que tomou nosso lugar e o Leão que venceu aquilo que jamais conseguiríamos vencer.
Você não precisa esconder seu pecado
Quando compreendemos o que o Cordeiro fez, não precisamos continuar tentando esconder nossos pecados de Deus. Aliás, seria impossível escondê-los daquele que conhece todas as coisas.
Talvez exista algo que você tenha vergonha de confessar. Talvez exista um pecado que você tenta justificar, minimizar ou simplesmente fingir que não está acontecendo. Mas Jesus não foi à cruz porque éramos inocentes. Ele foi justamente porque éramos culpados e incapazes de resolver nossa culpa por nós mesmos.
Isso não é uma licença para continuar pecando. É um convite ao arrependimento. Podemos trazer nosso pecado à luz, confessá-lo e abandonar aquilo que desagrada a Deus, confiando não em nossos méritos, mas na obra perfeita de Jesus.
O Cordeiro já pagou o preço. O Leão venceu. Agora podemos nos aproximar de Deus por meio de Cristo.
Vamos orar?
“Pai, obrigado porque o Senhor providenciou aquilo que eu jamais poderia providenciar por mim mesmo. Obrigado por Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Eu reconheço que sou pecador e que não poderia pagar minha própria dívida. Obrigado porque Cristo, sendo santo e sem pecado, entregou-Se em meu lugar e realizou um sacrifício perfeito e definitivo. Jesus, eu também Te reconheço como o Leão da tribo de Judá, o Rei que venceu a morte e reina para sempre. Dá-me coragem para confessar meus pecados, abandoná-los e viver em obediência a Ti. Que eu jamais trate como algo pequeno aquilo que custou Teu sangue. Em Nome de Jesus. Amém.”
Desafio do dia
Hoje, separe alguns minutos para ficar sozinho com Deus e pense sinceramente se existe algum pecado que você está tentando esconder, justificar ou evitar confessar. Não tente diminuir aquilo que Deus já mostrou que precisa ser tratado.
Confesse esse pecado a Jesus, arrependa-se e tome uma decisão prática para abandoná-lo. Depois, agradeça pela obra que você jamais conseguiria realizar por conta própria.
O Cordeiro de Deus já ofereceu o sacrifício definitivo pelo pecado. E esse mesmo Cordeiro ressuscitou e venceu como Leão.
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E não se esqueça: DEUS É BOM!